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domingo, 25 de julho de 2010

O PIONEIRO BELL 47

O Helicóptero Bell 47 -  o Bolha
  

Sua  história  é antiga   e   fascinante.  Pode - se  dizer   que  ele  é  o mais   antigo  dos    engenhos     voadores .    
Suas primeiras aparições em forma de brinquedo surgiram três  mil  anos antes de Cristo,  na China,  o  nobre berço das grandes invenções.    
      Apesar  desses  cincos de idade, a sua evolução tornou-se bem mais lenta  que e  de seu   irmão  mais  novo,  o  avião. Não obstante  essa  primazia,  somente  em  1907,  um  ano depois de Santos Dumont e seu 14 Bis, é que o francês Paul Cornu, o primeiro homem a voar num  engenho  de  asa  rotativa,  conseguiu  se  manter  por  alguns segundos fora do chão.    
       Devido, talvez, à sua menor complexidade ou porque a prioridade do homem, na  ocasião , fosse  a  conquista das  grandes  distância  e  o  enlace  continental,  o desenvolvimento  do  avião  foi bem mais  acelerado  que  o do Helicóptero.    
       Sua total aceitação só veio a acontecer depois da Segunda Guerra Mundial, quando a explosão demográfica das  grandes  cidades  elevou-o  como  a  única  resposta  para  o  transporte  urbano. A  sua  grande  flexibilidade comprovou ser ele a ferramenta ideal  para as operações  militares,  policiais, busca e  salvamento,  transporte de executivos  e   principalmente   como    apoio  às  plataformas de prospeção petrolífera  localizadas  em alto  mar, totalmente dependentes dos seus serviços .    
        O seu surgimento no Brasil,  entretanto, motivou-se pelas necessidades da  pulverização  agrícola. Em 1948,  a  empresa Socoprala,  sediada  em  Orlândia, SP,  comprou  um  pequeno  Helicóptero  Bell 47 D, equipado  com motor  Franklyn,  que  recebeu  o  prefixo  PP-H 1.  O  seu   piloto,   Renato  Arena,  treinado   na   fábrica,      é  considerado  o  primeiro piloto  de Helicóptero brasileiro . A licença número 001, entretanto,  pertence a  Carlos Alberto Alves,  que foi  treinado, no  mesmo ano,  por  Renato Arena.    
        Na  década  de  cinqüenta  chegam   os   primeiros   Helicópteros   Bell   47   para  a  Força Aérea Brasileira, destinados ao Grupo de Transporte  Especial,  sediado  no  Aeroporto Santos  Dumont. Pouco depois, começam a chegar dos Estados Unidos os primeiros Helicópteros Bell  e Sikorsky, que iriam equipar  os Grupos  de  Aviação  Embarcada  e  de  Busca  e  Salvamento.    
      Mais tarde, com a sua implantação na aviação naval e, recentemente, na do Exército, o Helicóptero conquista finalmente o seu merecido espaço nas nossas Força Armadas.    
       Devido  aos altos  custos  para  o  treinamento  de  pilotos  civis, e ao pequeno  fluxo dos de origem militar, o número de pilotos credenciados pelo DAC, até o final dos anos  sessenta,  era  muito  pequeno.  Basta  ver  que o Cmte.  Carlos   Alberto   recebeu  o   número   001 (1948),   Dejair   de  Moraes  a  número   007 (1954),  armando Vargas de Souza a número 019 em 1965.  Em dezessete anos dezenove pilotos : quase um por ano!    
        Atualmente,  graças à  iniciativa  privada,  às estatais, aos órgãos do governo e às Forças Armadas, pilotos e mecânicos brasileiros operam, com eficiência, regularidade e muita segurança, os quase  seiscentos  Helicópteros  da  nossa  frota  civil  e militar.

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